Periodismo científico

19/03/2019
  • es

Se presenta un análisis de las narrativas utilizadas en grandes reportajes sobre extinción de especies, publicados en 2015 en los diarios El País de España; El Universal de México; y La Nación de Costa Rica. Se estudiaron siete reportajes de una extensión igual o mayor a mil palabras. El objetivo fue analizar la estructura, desarrollo y recursos literarios de los textos, mediante un análisis discursivo, para reflexionar sobre el aporte de la narrativa literaria en el periodismo ambiental de gran formato. El estudio evidencia el predominio del género informativo, con poco espacio para emociones, colores, texturas, sabores o tamaños, y la ausencia de actores sociales en las narraciones.

23/06/2020
  • pt
O artigo busca responder como os jornalistas de ciências interagem e negociam interesses com os cientistas durante os processos de produção dos conteúdos do Jornalismo Científico. Para responder essa questão de pesquisa, fundamentou-se teórico-metodologicamente no Interacionismo Simbólico e na perspectiva etnográfica. O estudo de campo foi realizado na Divisão de Divulgação Científica da Universidade Federal de Uberlândia e teve como objetivo observar os processos de feitura dos produtos jornalísticas no setor e compreender como se dá a interação dos jornalistas com os cientistas em tal processo. Os achados deste estudo reforçam a importância dos cientistas como fontes de informação e apontam a relevância de manter a boa relação com as fontes, permitindo negociar os interesses, trocar e acessar as informações de forma mais eficiente e aprofundada.
21/06/2021
  • pt

A democratização e o fácil acesso a informação trazem um desafio: o aumento do número e da velocidade da circulação de notícias falsas. Neste artigo, estudamos a recepção de notícias de saúde e a importância dada ao nome do veículo de publicação pelos leitores, bem como motivações para o compartilhamento de tais notícias. Realizamos um estudo exploratório utilizando uma metodologia mista, com um rastreador ocular e um questionário, com 23 participantes. Eles leram quatro textos diferentes, dois críveis e dois com características de notícias falsas. A análise de 24.098 fixações oculares e as respostas aos questionários mostram a pouca importância dada ao nome do veículo e, também, a pouca influência desta informação na decisão de compartilhar os textos. Nossos dados indicam que notícias falsas são compartilhadas por questões subjetivas ligadas sobretudo ao tema do texto, sem preocupação com sua credibilidade.

23/06/2020
  • es
Este trabajo presenta los resultados del análisis de la Agencia Informativa Conacyt realizado desde el marco teórico-metodológico de la sociología de la producción de los mensajes para estudiar las influencias internas y externas a la organización que condicionan la generación de los contenidos de esta. A partir la aplicación del modelo jerárquico de las influencias se traza una investigación en donde converge el análisis hermenéutico y el estudio de caso presencial. Los resultados exponen cinco tipos de influencias bajo las cuales se construyen los contenidos de la agencia. Al final se evidencia la necesidad del consenso para definir a las agencias especializadas, así como las funciones que estas cumplen en los sistemas informativos actuales.
21/11/2018
  • pt

Este trabalho investigou as orientações ideológicas presentes em informações científicas. Dada à pluralidade de publicações desse tipo, delimitamos o caso para as produções que abordaram o rompimento da barragem de Fundão — um dos maiores crimes socioambientais do Brasil. Selecionamos a reportagem com base na revista de maior circulação nacional e delimitamos a reportagem especial da revista “Veja” sobre o assunto, que foi publicada em pouco menos de um mês após o rompimento, edição número 2454. Baseamo-nos nas contribuições do círculo de Bakhtin, especialmente no conceito de signo ideológico para fundamentar as análises apresentadas. Os principais resultados nos indicam a existência de orientações ideológicas que tendem a privilegiar determinadas interpretações do rompimento da barragem de Fundão em detrimento de outras.

21/11/2018
  • pt

As primeiras práticas de aperfeiçoamento profissional para o jornalismo científico começaram como cursos especialização para os profissionais já atuantes na área [Melo, 1985] e só a partir da criação dos laboratórios nas universidades é que os temas científicos passaram a fazer parte da formação no ensino superior no Brasil. O objetivo do artigo é refletir como o jornalismo científico encontrou nas agências universitárias a possibilidade de articular ensino e extensão revelando, por um lado, o potencial da práxis do espaço formativo para os estudantes e, por outro, uma atividade privilegiada, formadora, na democratização do conhecimento produzido na e pela Universidade. A pesquisa exploratória parte de uma revisão bibliográfica na qual se remonta a história do ensino de jornalismo científico brasileiro e apresenta dois casos de atividades de extensão, cada um a sua maneira, que colaboraram com a disseminação de conhecimento e informação sobre suas instituições: a Agência Universitária de Notícias, da USP, e o Universidade Aberta, da UFSC. Pode-se concluir que as atividades extensionistas apresentam potencial formativo aos estudantes, que aprendem especialidades jornalísticas sem a necessidade de uma disciplina específica sobre o tema, e potencial formador de uma cultura de divulgação científica, desde que a extensão seja integrada ao planejamento das instituições.

21/06/2021
  • pt

Este estudo desenvolveu um inventário de notícias sobre pesquisas científicas publicadas por 15 anos nos portais de três universidades públicas de Minas Gerais, Brasil, e avaliou a repercussão de uma amostra desses textos em outros sites. Sob a proposição habermasiana de que os fluxos comunicacionais nas esferas públicas podem influenciar decisões políticas, foram levantados projetos que tramitaram no poder legislativo mineiro no período, verificando-se possível interconexão com as pautas do jornalismo científico analisadas. Os resultados mostram crescimento recente na frequência das publicações, predominância de pesquisas sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade e falta de correspondência com as discussões no legislativo.

18/11/2021
  • pt

É consenso que, durante a pandemia do SARS-CoV-2, vivenciamos uma “infodemia”, um excesso de informações circulantes. Pensando especificamente o contexto brasileiro, é possível considerar o presidente Jair Bolsonaro como um agente disseminador da infodemia e de desinformação? Para tal análise fizemos um levantamento das postagens do perfil oficial de Jair Bolsonaro no Twitter e no Facebook referentes às drogas do “kit covid”. Analisamos também os dados de busca relativa sobre esses mesmos termos no Google Trends. O estudo indica que a infodemia e as redes de desinformação são emaranhadas e nem sempre é possível explicá-las a partir de um único ator.

Suscribirse a Periodismo científico