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Trazemos para o debate científico uma questão que envolve comunicadores, cientistas, instituições e órgãos de fomento: como medir o desempenho da Comunicação Pública de Ciência e Tecnologia a partir de diferentes objetivos estratégicos? Propomos um modelo de monitoramento e avaliação para a CPCT, a partir da abordagem da Teoria da Mudança (TM) e da sugestão de tipos ideais: Informacional, Engajamento Público ou Participativo/Apropriação. Trata-se da prospecção de uma cadeia lógica que seja capaz de explicar o encadeamento do processo de comunicação envolvendo a academia e a sociedade, com o apontamento de supostos e indicadores de mensuração.
Neste artigo, realizamos um estudo de caso do Jornal UFG — veículo de comunicação da Universidade Federal de Goiás –, por meio da análise de seis edições publicadas entre 2006 e 2022. O objetivo foi compreender o jornal enquanto instrumento de comunicação organizacional, tendo em vista as especificidades de seu lócus de produção e a necessidade de articular demandas institucionais aos princípios da comunicação pública e da divulgação científica. Verificou-se que, embora o Jornal UFG sempre tenha se colocado como um veículo de divulgação científica, sua trajetória foi marcada pela busca de um equilíbrio entre o conteúdo institucional e o científico.
Este artigo tem como objetivo promover debates sobre a presença do fenômeno da selfie no museu a partir do olhar da comunicação institucional, dos públicos e de artistas expositores. Para isso, investigou-se o Museu Oscar Niemeyer localizado na cidade de Curitiba-PR/Brasil. Diferentes métodos e técnicas foram adotados nesta pesquisa: uma netnografia, um survey e entrevistas semiestruturadas. Com base nos resultados, é possível afirmar que o museu investigado utiliza a selfie como estratégia de comunicação em suas plataformas de redes sociais digitais, assim como seus visitantes possuem uma prática semanal com o fenômeno e muitos artistas têm pensado na selfie durante o desenvolvimento de trabalhos artísticos.
Este artigo situa as cartas jesuíticas entre os primeiros documentos produzidos no período colonial brasileiro com descrições de plantas, animais e povos nativos. A partir de 1549, Manoel da Nóbrega, José de Anchieta e outros jesuítas fizeram relatos do Novo Mundo em linguagem simples, ainda que imbuídos de uma visão aristotélica da natureza e de um olhar de superioridade para com os povos nativos. Traduzidas em outros idiomas e reenviadas para as comunidades de jesuítas ao redor do mundo, as cartas foram reunidas em livros publicados em Lisboa a partir de1735 e no Rio de Janeiro, de 1886.