Volumen 7 • Edición 02 • 2024

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    E quando ainda não há vacina? A importância dos hábitos de uso de mídia na adesão a intervenções não farmacológicas durante a COVID-19 no Brasil

    Este artigo investiga o papel dos hábitos de uso da mídia na adesão de brasileiras e brasileiros às três principais medidas não farmacológicas apoiadas por organizações globais de saúde contra a COVID-19: uso de máscaras faciais, distanciamento social e lavagem frequente das mãos. Após a eclosão de uma pandemia, quando as vacinas ainda não estão disponíveis, a adoção desses comportamentos pode ser a única medida eficaz contra as ameaças de uma nova doença. Com base na teoria social cognitiva, investigamos os determinantes comportamentais da adesão às INFs no Brasil, um país de renda média com grandes desigualdades, tanto econômicas quanto no acesso à informação. O Brasil também foi um dos países mais atingidos pela pandemia da COVID-19, liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que demonstrou pouco respeito pelo uso de máscaras faciais e provocou grandes aglomerações em atos políticos. Nossos achados, baseados em uma pesquisa online aplicada a uma amostra de 2.771 indivíduos, mostram que determinantes relacionados à mídia, como conhecimento sobre a COVID-19, uso de mídias sociais e tradicionais, e crença numa teoria da conspiração sobre a origem do coronavírus desempenham um papel importante na explicação da adesão às medidas preventivas, deixando um papel secundário para outros determinantes como preferências políticas, características sociodemográficas e fatores ambientais.

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    Comunicação pública em contexto de desinfodemia e crise política: a Fiocruz `no olho do furacão'

    Interrogamos, na perspectiva da comunicação pública, como a Fundação Oswaldo Cruz (Brasil) respondeu à COVID-19. A pergunta, feita a profissionais de comunicação da instituição dois anos após o início da pandemia, buscou apurar desafios e elementos de aprendizado institucional e compreender as possibilidades e os limites da comunicação em contexto de desinfodemia e crise política. Pesquisa qualitativa de natureza exploratória realizada por meio de entrevistas semiestruturadas e, subsidiariamente, uso de fontes documentais indica que a Fiocruz reconhece a comunicação pública (da ciência e da saúde) como processo em construção e fator estratégico e estruturante para a plena implementação de sua Política de Comunicação.

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    Perfil das mulheres bolsistas Produtividade em Pesquisa em Divulgação Científica no Brasil

    Esta pesquisa, qualitativa do tipo documental, analisou o perfil das bolsistas de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no Brasil, em Divulgação Científica. Os dados foram constituídos pelos editais (2013 a 2021) e Currículos “Lattes”. Os resultados apontaram que as mulheres são maioria entre bolsistas; a maior parte possui bolsa PQ-2; estão concentradas no Sudeste; e têm formações diversas. O campo não segue a tendência do sistema PQ, revelando uma situação paritária em termos de gênero, com uma pequena vantagem feminina, o que não significa uma posição favorável para as pesquisadoras devido aos preconceitos.

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    O uso inadequado do conhecimento científico nas mensagens falsas sobre a pandemia de covid-19

    Diversas mensagens falsas circularam durante a pandemia de covid-19, muitas delas foram compostas por elementos científicos e tecnológicos. O objetivo deste trabalho é analisar como a incorporação de aspectos científicos e tecnológicos foram usados em mensagens falsas sobre a pandemia. A partir do banco de dados disponibilizado pela Latam Chequea Coronavírus, selecionamos 152 mensagens falsas que apresentaram o uso inadequado do conhecimento científico. Os resultados apontaram que as mensagens falsas se apropriaram da ciência e da tecnologia, visando usurpar seu valor social em busca de credibilidade. Para isso, as mensagens falsas usaram recursos verbo-visuais, autoridades e misturam informações verdadeiras e falsas.

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    Bastidores da ciência: jornalismo como estratégia de combate à desinformação

    O artigo analisa a série de reportagens Bastidores da Ciência, produzida pelo Jornal UFG em 2020, como ação de combate à desinformação, estimulada por ataques a um pesquisador durante a emergência de saúde da covid-19. Na análise de conteúdo sobre as matérias da série é possível perceber alguns dos valores ressaltados nas reportagens, como estratégia de credibilização da ciência e da universidade, bem como do próprio jornalismo. Neste caso, o jornalismo se coloca como um filtro da realidade e estratégia de defesa das instituições e da ciência.

     

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    Relevamiento y caracterización de propuestas que combinan el teatro y las ciencias en Argentina

    En los últimos años en Argentina han surgido numerosas propuestas en las que tanto científicos/as como artistas combinan ciencia y escena, ya sea como forma de arte y/o de comunicación pública de la ciencia. Para conocer el estado actual de este campo de acción se realizó una investigación en la que a partir de una búsqueda exhaustiva, un relevamiento y entrevistas se buscó conocer qué acciones se realizan en nuestro país y quiénes, cómo y por qué llevan adelante estas prácticas, de lo que podría denominarse teatro científico, así como sus historias, intereses y percepciones acerca del mismo.

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    Podhans: podcast de comunicação pública sobre hanseníase produzido a partir da escuta dos usuários do SUS

    O estudo descreve e analisa a produção de um podcast de comunicação em saúde com base na ‘Caderneta de Saúde da Pessoa Acometida pela Hanseníase’, produzida pelo Ministério da Saúde, em 2020. Em pesquisa que analisou a percepção de usuários atendidos em um ambulatório público especializado, observou-se que parte deles não conseguia ler e interpretar o texto impresso. As dificuldades percebidas motivaram a adaptação do conteúdo e, assim, surgiu o podcast Podhans. Com linguagem acessível e descontraída, os 16 episódios exploram temas úteis sobre o cotidiano da pessoa com hanseníase e sobre a doença, criados a partir da escuta dos usuários, contemplando princípios de comunicação pública. Disponível online, pode ser utilizado nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e pelos movimentos sociais, ampliando o acesso à informação e comunicação em saúde sobre a hanseníase.

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    El desafío de la comunicación pública de la ciencia a nivel institucional: una reflexión situada

    En los institutos y centros argentinos de investigación científica no suelen destinarse esfuerzos a la comunicación pública de la ciencia (CPC), lo que debilita el vínculo con la sociedad a la que pertenecen. Por eso, en 2015 el Instituto de Limnología “Dr. Raúl A. Ringuelet” (La Plata, Buenos Aires, Argentina) creó su Área de Extensión y Comunicación, la que ha coordinado numerosas actividades en ferias de ciencia, escuelas y barrios. A partir de la implementación de un enfoque vincular adaptable a instituciones similares se han logrado articulaciones sólidas con diversos sectores y la revalorización interna de la CPC.

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    El arte de comunicar ciencia: un proceso creativo y reflexivo a través del teatro clown

    En este artículo, compartimos un proceso creativo y pedagógico que da vida a la llamada “ciencia en el escenario”, que surge en la intersección del teatro y la ciencia. A través de una metodología de teatro utilizamos elementos del género clown para desarrollar un proceso formativo rico en expresión corporal y emocional que integra narrativas alrededor de la ciencia, culminando en una propuesta escénica. El resultado es una experiencia educativa donde la emoción y la reflexión emergen como protagonistas indiscutibles, promoviendo un aprendizaje más profundo y una conexión más significativa con el público y de éste con las temáticas científicas.

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  • Ensayos

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    O impacto das narrativas de populações excluídas na construção coletiva da ciência

    A representatividade limitada na ciência tem historicamente invisibilizado as contribuições de grupos sub-representados, perpetuando a exclusão. No entanto, histórias de cientistas que superam essas barreiras surgem como poderosas ferramentas de transformação, desafiando estereótipos e inspirando novas gerações. A visibilidade de trajetórias diversas influencia positivamente as aspirações de jovens, especialmente mulheres e minorias, promovendo uma ciência mais inclusiva e inovadora. Além disso, a comunicação científica eficaz deve refletir a diversidade social, combatendo a desinformação e promovendo maior engajamento da sociedade, essencial para fortalecer a confiança pública e o desenvolvimento científico equitativo.

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    ¿Por qué comunicar y apropiarse de las ciencias? Respuestas desde la extensión universitaria

    “Compartir las ciencias. Comunicación y apropiación de conocimientos en la extensión universitaria” nos invita a pensar el lugar de la comunicación pública de las ciencias (CPC) y Apropiación Social del Conocimiento (ASC) en las prácticas de la extensión universitaria. Mediante un estudio de caso -Universidad Nacional de Entre Ríos-, recorre diferentes devenires históricos de la CPC, de la ASC y de las distintas concepciones de la extensión universitaria en América Latina.

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